Santa Catarina se mobiliza diante da ameaça de um Super El Niño histórico em 2026. Entenda o decreto inédito do governo para liberação de recursos, a escala de perigo do fenômeno e os riscos de chuvas extremas no Sul do Brasil.
Santa Catarina se antecipa a “Super El Niño” com decreto inédito de risco climático
Diante da ameaça de um El Niño potencialmente histórico e perigosíssimo, o Estado de Santa Catarina já iniciou sua mobilização. O governador Jorginho Mello (PL) prepara um decreto inédito para reconhecer o risco climático em território catarinense antes mesmo da chegada das piores consequências do fenômeno.
O documento deve ser publicado nos próximos dias e terá validade de seis meses. O objetivo principal da medida é desburocratizar e agilizar a liberação de recursos às prefeituras, preparando os municípios para lidar com possíveis chuvas extremas, enchentes e danos estruturais.
A Escala de Perigo: Quando o El Niño vira “Super”?
A gravidade do El Niño é medida pela anomalia (aumento) na temperatura das águas do Oceano Pacífico. As projeções mais recentes indicam um cenário alarmante para o final de 2026:
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+0,5°C: Já caracteriza um episódio de aquecimento compatível com El Niño.
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Acima de +1,5°C: O evento passa a ser classificado como ‘forte’.
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Acima de +2°C: É considerado muito intenso.
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Até +3,2°C (Projeção para o fim de 2026): Nível comparável aos maiores eventos já registrados na história (Super El Niño).
O impacto na prática: Da torneira à caixa d’água
Para entender o tamanho do risco, especialistas usam uma analogia simples sobre o volume de água:
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El Niño Fraco/Moderado: É como uma torneira aberta. Já gera preocupação.
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El Niño Forte: O volume aumenta para o de uma mangueira, elevando substancialmente o risco de estragos.
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Super El Niño (+3,2°C): É equivalente a uma caixa d’água despencando de uma vez.
A combinação deste superaquecimento com frentes frias e a umidade natural da região pode provocar chuvas absurdamente volumosas em um curto espaço de tempo. O período de alerta máximo e maior risco previsto para o Sul do Brasil concentra-se entre os meses de setembro e novembro.



