A maioria dos estados brasileiros ainda não adequou os valores cobrados pelos exames médico e psicológico, obrigatórios para a obtenção ou renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), conforme determina a legislação federal.
O alerta foi feito pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, que destacou que diversos estados seguem descumprindo a norma que estabelece o valor máximo de R$ 180 para a realização conjunta dos dois exames. A regra foi definida em dezembro e tem caráter obrigatório.
“Milhões de brasileiros estão pagando mais caro para tirar ou renovar a CNH”, afirmou o ministro. Em vídeo publicado nas redes sociais na última quinta-feira (8), Renan reforçou que o cumprimento da medida não é opcional.
“Isso é lei. Não é sugestão, não é orientação. É obrigação”, declarou.
Na publicação, o ministro divulgou a lista de estados que já se adequaram à legislação e aqueles que ainda permanecem em desacordo.
Estados que já aderiram ao valor máximo dos exames para CNH
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Bahia
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Espírito Santo
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Alagoas
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Paraíba
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Rio Grande do Norte
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Minas Gerais
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Rio Grande do Sul
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Amazonas
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Mato Grosso
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Santa Catarina
Estados que ainda estão em desacordo com a legislação
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Acre
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Amapá
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São Paulo
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Ceará
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Distrito Federal
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Maranhão
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Mato Grosso do Sul
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Pará
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Paraná
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Pernambuco
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Piauí
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Rio de Janeiro
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Rondônia
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Roraima
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Sergipe
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Tocantins
O Ministério dos Transportes informou que irá fiscalizar o cumprimento da legislação federal por parte dos Detrans. Cabe a cada órgão estadual o credenciamento das clínicas e profissionais responsáveis pela realização dos exames obrigatórios.
Novas regras da CNH
A definição do teto para os exames faz parte de um conjunto de mudanças que buscam tornar a CNH mais acessível à população. Entre as principais medidas anunciadas estão:
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Curso teórico gratuito e on-line;
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Fim da obrigatoriedade das aulas presenciais em autoescolas;
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Redução da carga horária mínima prática, de 20 para 2 horas obrigatórias;
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Possibilidade de aprendizado com instrutores autônomos;
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Autorização para uso de veículo próprio durante o aprendizado, desde que atendidas as exigências do Contran.
As mudanças ainda geram debates entre estados, profissionais do setor e usuários, especialmente quanto à fiscalização, segurança no trânsito e uniformização das regras em todo o país.



