PT aciona PF após ação da PM contra candidata ao Senado em Jaraguá do Sul
O cenário eleitoral em Santa Catarina registrou um novo episódio de tensão neste domingo (13). O Partido dos Trabalhadores (PT) formalizou um pedido de investigação na Polícia Federal (PF) após a candidata a suplente do Senado, Fernanda Klitzke, ser imobilizada e atingida por disparos de bala de borracha durante uma abordagem da Polícia Militar no município de Jaraguá do Sul.
A solicitação foi registrada na plataforma oficial da PF e encaminhada à delegacia local. O partido pede que o caso seja enquadrado e investigado como possível crime eleitoral e contra o Estado Democrático de Direito.
A dinâmica da ocorrência
O conflito teve origem em uma denúncia de perturbação do sossego. Segundo os relatos, a Polícia Militar foi acionada por uma moradora, mãe de uma criança autista, que estaria incomodada com o som alto no local.
A partir da chegada da guarnição, as versões sobre o escalonamento da abordagem divergem:
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A versão da candidata: Imagens que circulam nas redes sociais mostram Fernanda Klitzke se aproximando da equipe policial afirmando atuar na condição de advogada das pessoas envolvidas. Na sequência, ela é imobilizada, derrubada e atingida por munição de menor potencial ofensivo (balas de borracha). Após ser levada à delegacia e liberada, ela precisou de atendimento médico.
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A versão da Polícia Militar: Em nota oficial, a corporação informou que os integrantes do local passaram a interferir diretamente na ação dos agentes. A PM relata ter sofrido ameaças e resistência física, o que teria motivado o uso das técnicas de contenção. A Corregedoria-Geral da PM já anunciou que vai apurar a atuação dos policiais na ocorrência.
Repercussão e embate político
O caso rapidamente tomou grandes proporções políticas, gerando manifestações antagônicas entre as lideranças estaduais:
Governador Jorginho Mello: Através de um vídeo em suas redes sociais, o governador defendeu a atuação da Polícia Militar. Ele afirmou que a mãe da criança autista foi ameaçada ao pedir a redução do barulho e que um dos manifestantes tentou tomar a arma de uma policial durante o tumulto. Jorginho Mello classificou o episódio como uma “armadilha política” orquestrada contra a corporação.
Candidato Gelson Merisio: Integrando a mesma coligação de Fernanda, o candidato ao governo do estado, Gelson Merisio, classificou a ação policial como uma “agressão covarde”. Ele entrou em contato direto com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), desembargador Carlos Roberto da Silva, solicitando uma apuração urgente e defendendo que o episódio seja investigado sob a hipótese de motivação política.
Acompanhamento institucional
Diante da gravidade das acusações, o TRE-SC emitiu um comunicado informando que está acompanhando os desdobramentos do caso de perto.
A Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Jaraguá do Sul também se pronunciou. A entidade informou que acompanha a situação desde o momento da ocorrência para prestar apoio institucional à advogada, mantendo contato direto com o Sistema Estadual de Defesa das Prerrogativas da OAB de Santa Catarina para garantir que os direitos inerentes ao exercício da profissão sejam respeitados.7
Foto via: Nossa.FM



