Erika Hilton acusa STF de articular soltura de Jair Bolsonaro às vésperas do segundo turno
A reta final das eleições presidenciais ganhou um novo capítulo de tensões nesta quarta-feira (7). A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) publicou um vídeo em suas redes sociais no qual acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de se movimentar para discutir a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro às vésperas da votação decisiva.
A denúncia ocorre em meio à intensificação da campanha para o segundo turno das eleições, marcado para o dia 25, que traz a disputa direta entre o atual presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Ameaça à democracia e críticas ao STF
No pronunciamento digital, a parlamentar demonstrou indignação com a possibilidade de a Suprema Corte analisar a situação do ex-presidente durante o período eleitoral. Segundo ela, Jair Bolsonaro “pode ser solto a qualquer momento”.
Erika Hilton classificou a suposta articulação nos bastidores como uma “ameaça à democracia e ao processo eleitoral”, voltando a responsabilizar o ex-presidente por atentar contra o Estado Democrático de Direito e por incentivar os atos ocorridos no dia 8 de janeiro.
Embates com Flávio Bolsonaro e gestão da pandemia
Além das críticas direcionadas ao STF e ao ex-presidente, a deputada aproveitou a publicação para alvejar o atual adversário de Lula no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro.
-
Direitos trabalhistas: Hilton acusou Flávio de atuar ativamente no Senado Federal para barrar a aprovação do projeto que propõe o fim da escala de trabalho 6×1;
-
Crise sanitária: Ela também relembrou a condução do governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, ressaltando o saldo trágico de mais de 700 mil mortes registradas no Brasil sob a gestão do ex-presidente.
Estratégia digital e mobilização de campanha
O vídeo publicado pela parlamentar integra a estratégia digital oficial da campanha de Lula para engajar eleitores nesta reta final. Ao fim da gravação, Erika convocou seus seguidores a comentarem a frase “Agora é Lula” para receberem convites e ingressarem em grupos de mobilização política.
A deputada relatou ainda que a plataforma Meta estaria aplicando restrições e dificultando o envio automático das mensagens com os convites. Para contornar o problema, ela orientou os apoiadores que não receberem o retorno automático a acessarem o link de engajamento disponibilizado diretamente em sua biografia nas redes sociais.



