Justiça Eleitoral investiga transporte de urnas em caminhonete com adesivo partidário no Distrito Federal
Um vídeo que registra o recolhimento de urnas eletrônicas sendo realizado por um veículo com propaganda política no Distrito Federal, logo após a votação do segundo turno das Eleições 2026, tornou-se alvo de investigação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a veracidade das imagens nesta quarta-feira (28), alertando que a prática viola as regras de neutralidade exigidas no processo logístico.
O caso foi registrado na região administrativa do Riacho Fundo II e as imagens circulam nas redes sociais desde a madrugada de segunda-feira (26).
O flagrante e a dinâmica do recolhimento
O episódio foi filmado por um morador local. Do lado de fora de uma escola infantil utilizada como seção eleitoral, ele registrou a movimentação através da grade do portão.
Nas imagens, uma mulher sai do prédio carregando caixas com a identificação “urna eletrônica”. Ela repassa os equipamentos a um homem, que os acomoda na caçamba de uma caminhonete branca. A irregularidade apontada no vídeo é a presença de uma faixa vermelha fixada na tampa da caçamba do veículo, exibindo os números 26 e 13, sendo este último a numeração de urna do Partido dos Trabalhadores (PT).
Posicionamento do TSE e quebra de protocolo
Com a repercussão do caso, o TSE publicou um esclarecimento oficial em sua página de checagem Fato ou Boato. O tribunal confirmou o recolhimento irregular, mencionando o uso de uma caminhonete “adesivada com o número de um partido político”, sem citar especificamente a sigla na nota.
Segundo a Corte Eleitoral, o transporte fere diretamente as normativas de isenção. O uso de qualquer veículo com identificação ou propaganda partidária contraria a Resolução nº 8.140/2026 do TRE-DF, que exige neutralidade político-partidária absoluta na identificação da frota que atua na logística das urnas.
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) informou que já recebeu os dados do cartório eleitoral responsável pela seção do Riacho Fundo II e conduz uma apuração para identificar os responsáveis pelo descumprimento da regra e aplicar as medidas cabíveis.



